segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Continua...


Enfim Brasil, Florianópolis... em casa. Seria difícil imaginar que no final da viagem a vontade que existia de ir, quando na época da partida, seria igual à vontade de voltar. Justificado talvez por uma viagem que propôs tantos desafios, e ensinou tantas coisas em cada experiência com as pessoas ou com a natureza. Por fim, a comparação com o que aguarda em casa precisa então ser vivida.

Independente de primeiro mundo ou de subdesenvolvido, cada lugar e seu povo oferecem experiências boas e outras nem tanto. Estar longe de casa ajudou a resgatar o valor do que, em algum momento, pode ter se tornado banal, uma lição aparentemente simples, mas real, que pude resgatar mais de uma vez.

A parte de qualquer lição moral que pudesse ser discutida aqui, a missão desse projeto é explorar a estética, a imagem e alguma coisa do novo conteúdo adquirido pelos viajantes.

A viagem teve início na milenar Roma, onde também foi realizada uma produção fotográfica para a nova coleção da empresa de semi-jóias Cheia de Graça. Passando por aventuras nas ilhas vulcânicas das Canárias, onde cenários quase extra terrenos formam paisagens únicas, além de ondas potentes à sua volta. A viagem também levou ao continente Africano, no Marrocos, onde voltados para a imensidão do oceano Atlântico vivenciamos improváveis ondas que marcham perfeitas para surfistas exóticos, como alemães e suíços. Lá também apresentou-se uma cultura bastante diferente, herdada do mundo Árabe e traduzida pelo povo nativo, os Berbere. Finalmente, a aventura termina em um romântico cenário de Natal no inverno Europeu, mais precisamente em Paris antes de regressar ao calor do Brasil e de minha terra natal: Florianópolis.

O projeto Despertar continua...

Continua, pois meu trabalho fotográfico estará aqui, contudo diferente do dia a dia comercial. Aqui estarão sempre presentes os detalhes dos momentos especiais, buscando valorizar as histórias por meio da fotografia. Pois, como disse algum autor em algum tempo: “As melhores histórias nunca serão escritas”.

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Agradecimentos:

A família, aos amigos e aos amigos novos feitos durante a viagem, que muitas vezes foram decisivos para a segurança em diversos momentos;

a boa fé humana, de solidariedade e vontade de construir;

aos apoiadores, marcas que acreditam no espírito de viajar e buscar novas possibilidades:

SDA – Surfing Division Acessories, na pessoa de Henrique Israel - www.sdasurf.com.br

Marcelo Barreira Surfboards, na pessoa de Marcelo Barreira - www.mbsurfboards.com

Algumas informações sobre o projeto

Países visitados – 30 dias / Roma - Itália / Ilhas Canárias – Espanha / Taghazout e Agadir - Marrocos / Paris - França

Distância percorrida: 28.000 km

Nº de vôos: 13

Fotografias tiradas: 3.726

Empresas apoiadoras: SDA – equipamentos de surf, Barreira Surfboards e Cheia de Graça

Visitantes do blog até março 2011: 1079

Países visitantes do blog 29: Brasil, Espanha, Itália, Marrocos, França, EUA, Austrália, Portugal, UK, Alemanha, Thailandia, Nova Zelândia, Vietnam, Holanda, Uruguay, Israel, Rússia, Suíça, Peru, Bulgária, Malta...

Total de visitas: 2095

Total de visitas do Brasil: 1687 em 55 cidades principalmente do Sul e Sudeste

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Últimos passos...Paris

































Adeus Paris, adeus Europa. Último dia em que, ao sair do hotel, sentindo que o frio só aumentava fui surpreendido ao ver muitos carros ligeiramente cobertos com uma fina camada de cristais de gelo, era o aviso de que muito mais neve chegaria em breve e por sorte chegou depois da minha partida. Quanto mais andava pelas ruas, mais percebia as árvores, bancos, gramados todos brancos com a neve que havia caído enquanto a cidade dormia. A viagem, como um todo, foi marcada de muitas imprevisibilidades e Paris não deixaria de dar um toque mágico ao final.

Estando tão acostumado a ver cartões postais daqui com céu azul e jardins floridos, fiquei muito feliz e sentindo muita sorte de estar aqui na condição inversa, quando as cores desaparecem e a alegria do calor está distante em outro hemisfério.

Conheci Paris cinza e amarelada, no segundo dia com o pouco de neve, a cidade ganhava mais ainda o clima do Natal que se aproxima... É fácil ter a sensação de estar andando em um filme de Natal por aqui.

O roteiro escolhido, falando apenas 6 horas para me dirigir ao aeroporto de Orly/Paris, foi caminhar pela Champs-Élysées a partir da Praça Concorde, onde fica a famosa Roda Gigante de Paris, até o Arco do Triunfo. Depois então, descer até a Torre Eiffel e por fim tomar o sentido do hotel e do aeroporto.

Um roteiro rápido, mas emocionante por poder ver a cidade gelada anunciando a nevasca que se aproximaria nos próximos dias. Foi uma oportunidade de conhecer a cidade diferente do que a maioria das imagens que a divulgam, e de alguma forma, caminhar por lá nessas condições, trouxe mais requinte e romantismo que o lugar sugere. Fica aqui um desejo que realizarei um dia: passar o Natal em Paris.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A cidade das Luzes

A vista confortante saindo da estação St. Paul

Uma típica esquina Parisiense

O Rio Sena adornado pela arquitetura magnífica de Paris, ao fundo prédios públicos como estação de trem e orgãos do Governo

Le Hôtel de Ville, Mary - A prefeitura



A famosa Notre Dame



O palácio da Justiça

Não se espante se não viu a torre Eiffel ao fundo, o Rio Sena é capaz de roubar toda a atenção com sua beleza em um dia qualquer de Paris


Le Louvre - O famoso museu


Entrada dos Jardins de Tuileries pelo Louvre
Visão romântica do Rei Luiz XV


Jardins de Tuileriers



Entrando no Louvre pela Pirâmide

A famosa Vênus de Millus

Os Sabinos versus os Romanos apaziguados pela Mulher Sabina - de Jacques-Louis David

Rei Leonidas de Esparta, nas Termópilas (famosa batalha do filme 300)

La Gioconda - Monalisa, que continua rindo da sua fama inexplicável por lá


A cidade das Luzes fazendo jus a sua fama


Minha rua a noite, Rue Rivolli

Finalmente Paris. Depois de dias nos aventurando por lugares remotos do litoral Europeu e Africano, onde se andava praticamente só de bermuda, camiseta e chinelo, a percepção de estar no meio urbano volta aos sentidos.

Saímos de Taghazut às 2 a.m embaixo de chuva, encontramos um motorista de taxi que nos aguardava conforme o combinado, mas que colocou um “boy” para nos dirigir por 250 km em direção a Marrakesh, de onde partiria o vôo. Uma viagem de filme, muita chuva no caminho, e nosso motorista nos enganou, escolhendo uma estrada não oficial, que levaria pelo menos 1 hora a mais para chegar ao aeroporto. Isso significava 1 hora de atraso ao que precisávamos para chegar com calma ao nosso vôo. Fazendo manobras arriscadas chegamos sem tempo de embarcar, mas a tranquilidade veio ao saber que o vôo havia sido cancelado para dali à 2 horas.

Passada a aventura e 3 horas de vôo finalmente desembarquei em Paris, seguindo com bastante facilidade as linhas de metro, logo me encontrava no centro da capital, próximo à Notre Dame e ao Louvre. Como vinha me recuperando de uma recém contaminação alimentar e forças ainda me faltavam, procurei o mais rápido possível um hotel para me instalar e fugir do frio de quase 2ºC que atacava um recém chegado das praias africanas.

Logo que saí do subsolo Parisiense, na estação St. Paul, dei de cara com o que mais me parecia a salvação, em letras grandes a palavra HOTEL foi a mais confortante visão que tive nas últimas horas. Por sorte, o hotel era muito bom e o preço bastante acessível me fazendo abandonar a procura pelo hotel que havia feito reserva enquanto ainda estava no Marrocos. Nele decidi então não sair mais, pois já havia anoitecido e precisava me recuperar e avisar a família que estava tudo bem.

O dia seguinte começou com a sensação de que tudo estava melhor, mais forte, muito disposto e curioso para explorar minha nova parada. Meu hotel se encontrava quase que as margens do Rio Sena, o famoso e magnífico rio que proporcionou o desenvolvimento seguro de Paris. Em volta do Sena, diversos pontos famosos podem ser visitados e, com isso, não tive dificuldade em traçar minha rota: Catedral de Notre Dame, famosa pelo romance de Victor Hugo; Museu do Louvre, com seu acervo artístico e arqueológico mundialmente famosos, além da arquitetura magnífica digna de estar em uma das capitais mais ricas da Europa. Cidade que, sem medo algum de arriscar-se a apagar seu passado, demoliu a antiga Paris e a reconstruiu com mais vida e criatividade que nunca. Muitos historiadores apontam que esta forma arrojada de trabalhar seu cotidiano é um dos sintomas de um povo capaz de criar tendências em diversos campos da cultura humana. Em Paris há sempre espaço para se propor o novo, seja na arte, arquitetura, tecnologia ou ciências.

Paris é maravilhosa, e faz valer seu apelido de Cidade das Luzes quando a noite chega. E quando chegou, foi hora de voltar ao hotel e me preparar para o último dia de viagem do projeto Despertar.